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Mostrando postagens de novembro, 2020

ZUNKINHA (Kátia Pastre)

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  ZUNKINHA  (Kátia Pastre)           A sexta é treze, o gato é preto, um clichê...           Você acorda, vê aquele dia de sol indeciso, vai trabalhar arrastando os pés, começa o trabalho com o peso do mundo na lombar, e não há café levanta defunto que dê partida no seu motor de arranque cerebral. O piloto é tão automático, que você só percebe que sextou pelos sininhos do Whatsapp , trazendo uma enxurrada de memes de gato preto, sextou treze! Um gato leva a outros gatos, trocadilho que serve para bichos, e também para mulheres que estão na pista(ah!). Se você já teve gato, sabe que é bicho independente, cheio de opinião e vontade própria. Até os mais vira-latas são de uma elegância digna de passarela. O pelo brilhoso, toque macio de seda nos seus dedos, você nem se dá conta de que são limpos à custa de lixa embebida em saliva (argh!). O gato recebe seu carinho SE ELE QUISER, e voc...

PEQUENOS CISNES (Kátia Pastre)

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  PEQUENOS CISNES (Kátia Pastre)             Somos quatro no fundo do palco. Sou a segunda, abro meus braços e seguro firme nas mãos de minhas colegas, braços entrelaçados. Todas olhamos para a mesma diagonal. Se uma errar, tudo fica errado. Não posso errar.             Palco, luz. Plateia, escuridão. Perna, sapatilha, cetim, brilho, ponta do pé no chão. Pé, cetim, brilho, breu, apoio e posição. Branco, rostos, roupas e plumas. Cabelo, coque, laquê e plumas. Preto, olhos. Músculos. Barriga. Pulmão. Coração. Silêncio. Maestro, orquestra e partitura. Música.             O que parece impossível é bonito e o pé contrário toca delicado o chão. Alterno os pés, curvados em pontas rijas, joelhos dobrando e esticando na música, sincronia perfeita. Dezesseis pares se alternado. Se uma tropeçar, todas ficam trôpegas. Não pos...